sábado, 13 de agosto de 2011

Houve uma altura, numa das minhas viagens turísticas pela Tailândia, em que me deparei com uma das realidades mais horríveis e monstruosas levadas por alguém que lá vive.
Passeava por um dos cais mais apreciados e apelativos da cidade, quando, de repente, perto dos destroços de um barco, oiço alguém a gritar expressivamente por “socorro”. Estremeci no momento em que tal aconteceu, pois tinha medo daquilo que lá pudesse estar. Mas ultrapassei o meu receio e olhei para o lado que entoava a voz que há instantes tinha ouvido. Foi então que vi uma criança com os olhos lavados em lágrimas, com um aspecto aterrorizador e provavelmente a morrer de fome, pois o seu aspecto era o de alguém carenciado a nível alimentar.
Avancei para perto da criança e, rapidamente, quase sem respirar, perguntei:
- Como te chamas? O que aconteceu? Porque estás fechada neste sítio tão sombrio e isolado?
- Chamo-me Tai, e não sei ao certo o que aconteceu. Vim passear com os meus pais, mas apercebi-me que eles não gostavam de mim e então tentei fugir. Prenderam-me aqui, gritaram comigo, ameaçaram-me para que não pedisse ajuda e ainda me espancaram até não poderem mais – respondeu ela a tremer.
- Já tinhas tentado pedir ajuda? – perguntei eu.
- Sim, mas todos ignoram o meu sofrimento e ninguém se digna a vir ajudar-me. Foste a única e só por isso já te estou muito agradecida – respondeu Tai.
Após este pequeno diálogo, prometi-lhe que iria chamar as autoridades para a libertarem e que iria continuar a visitá-la sempre que pudesse. Tai ficou felicíssima quando pôde ver o céu por inteiro e abraçou-me com toda a força.
Sinto-me feliz por ter contribuído para o bem-estar desta pequena grande criança, mas ainda hoje me interrogo a propósito da indiferença de certas pessoas. 

(inventado)

4 comentários:

  1. foi à Tailândia e não me disse nada, ahah xp
    agora falando a sério, não suporto esse tipo de pessoas :s

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  2. ow obrigadoo ! também estou a seguir o teu blog (:
    e és uma querida o:

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