domingo, 27 de novembro de 2011


Está a começar, mais uma, semana de aulas. Mas, desta vez, estou sem paciência alguma para acordar as 7:15h, ter aulas a partir das 8:30h e sentar-me ao teu lado o dia inteiro, ser "obrigada" a falar para ti, quando, na verdade, só me apetece ignorar as tuas perguntas e permanecer em silêncio o tempo todo. Não consigo entender o que aconteceu com a nossa amizade, será que não fui sincera o suficiente contigo para merecer que me retribuísses de igual forma? Eu odeio mentiras, aliás, tu sabias disso como ninguém, mas mesmo assim, fizeste o pior que alguém me poderia ter feito, enganaste-me.

( Infelizmente, não estou a conseguir controlar a minha arrogância
 e tudo o que me fizeste sentir na sexta-feira. Desculpa! )

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


O meu mundo desabou e, neste momento, eu sinto-me a afogar nas, mais profundas, águas do oceano. Estou cheia de interrogações no pensamento e, infelizmente, não consigo descodificar as respostas adequadas para apurar a verdade, verdade essa, que me está a destruir o coração. 
" Hoje não tenho mais forças, morri por dentro e por fora, morri como se fosse um nada e um tudo, o meu sistema nervoso está um caus e não consigo parar de chorar, a dor é grande, é horrível, aperta-me o peito como se eu fosse algo sem sentido neste mundoNão tenho sequer vontade de escrever, algo que sempre fiz com o maior entusiasmo, não tenho vontade para nada e só me apetece desaparecer. Eu não sei que atitude deva tomar e em quem acreditar, na verdade, estou com medo de fazer a escolha errada e prejudicar o meu futuro. Sinto-me tão perdida!

domingo, 20 de novembro de 2011


Acordei cedo. Levantei-me e percorri os cantos à casa, mas, não encontrei ninguém. Achei estranho, afinal é Domingo, e devia estar alguém presente para me felicitar o “Bom Dia” habitual. No entanto, como nada do previsto aconteceu, voltei a deitar-me na esperança de, adormecer e, quando acordasse poder encontrar, novamente, o barulho caracterizador do fim-de-semana. Infelizmente, nada disto aconteceu.
Fiquei frustrada, evidentemente. Desci as escadas, abri a porta que me leva à sala, e encontrei, apenas, o meu CD preferido pousado na aparelhagem. Então, imediatamente, e sem hesitar um bocadinho, liguei-a. De seguida, dirigi-me para o sítio onde guardo o tabaco, tirei-o da gaveta e, aqueci uma chávena de café. Sentei-me, acendi um cigarro e, durante muito tempo, senti aquele cheiro especial e enriquecedor do café, enquanto esperei que arrefecesse.
Na verdade, mais uma vez, enquanto a fraqueza me dominava, cruzei-me com os meus vícios, nicotina e cafeína, e não consegui ser superior a eles. Venceram-me e apoderaram-se de mim. Foi uma estupidez e, só agora, após ter fumado os vinte cigarros do meu maço de Marlboro e o CD ter parado de tocar, tomei a verdadeira consciência disso. Neste momento, só me resta esperar, não é? Alguém há-de abrir a porta, encontrar-me e, voltar a ajudar-me … enquanto isso não acontece, talvez vá dormir. Não posso cometer mais erros.
( INVENTADO )

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


É sexta-feira. Esta, diferente do habitual, pois, na verdade, o dia foi marcado pela companhia de pessoas especiais para mim e que me têm demonstrado o quanto a sinceridade é fundamental para cultivar a confiança existente entre todos. Dispensei os livros, os cadernos, as folhas para rascunhos, o estojo e a máquina gráfica para, com todo o entusiasmo, partilhar um dia cheio de sorrisos e humor com quem é, realmente, importante para mim. Nestas circunstâncias, e evidentemente, o tempo corre a um ritmo alucinante e só damos por isso quando o tema de conversa escassa e somos obrigados a ter as simples, mas agradáveis, conversas da treta. Afinal, os agradáveis momentos, são sempre vividos como uma autêntica montanha russa. Não é verdade? Rápidos e delirantes. Só posso agradecer o facto de estarem sempre comigo e, todos os dias, conseguirem dar um sabor diferente à minha vida 

domingo, 13 de novembro de 2011

Há imenso tempo que não estava contigo, não tinha notícias tuas e, como tal, também não pensava em ti. Mas, ultimamente, a tua reaproximação deixou-me confusa e fez-me reviver todos os momentos que, um dia, vivemos juntos. É estranho estar nesta situação: debruçada sobre a minha secretária e a reflectir sobre a nossa história, tudo aquilo que, um dia, eu sonhei que seria eterno. Passaram-se anos após o teu “desaparecimento” e neste momento, quando eu pensei que tudo estava estável e já nada me prendia a ti, tu chegas e mudas tudo à minha volta. Achas isso bem? Não tens culpa, eu sei. Aliás, acredito que tenhas mudado e que, por agora, estejas apenas a procurar um novo porto de abrigo, na verdade, alguém que esteja presente quando mais precisas, alguém que compreenda a razão do teu sorriso, seja ele verdadeiro ou até irónico.
Mas sabes? Embora eu esteja a adorar a tua companhia, embora (ainda) me faças sentir especial sempre que me abraças para me (tentar) proteger da ventania que faz lá fora, e quando não estás comigo, eu (ainda) te procure entre a multidão … eu, eu já não consigo voltar a confiar em ti, provocaste demasiadas desilusões no meu coração, e a minha cabeça, por muito que tente ser racional e perceber que, eventualmente, pudesses ter mudado, não consegue ser superior às suas feridas.
( INVENTADO )

terça-feira, 8 de novembro de 2011

" Poderia viver mil vidas, que só queria viver os sentimentos da minha. "

sábado, 5 de novembro de 2011


Hoje deparei-me com um dia normal, o sol pôs-se e, contrariamente ao que esperava, nada em especial aconteceu. Apenas me sinto triste, um bocadinho mais do que o habitual, é verdade. Sinto o coração apertado, e sempre pela mesma razão, a saudade. Tenho reflectido bastante sobre esta palavra – saudade - e verifico que é protagonista da minha vida a maioria do tempo. Confronta-me diariamente, não só no campo amoroso mas também emocional, parece um ciclo, está constantemente a repetir-se. Infelizmente, estou a cerca de 3100Km do meu namorado (cliquem aqui para (re)ver a situação). A minha melhor amiga mudou de escola, não estamos muito longe uma da outra, é verdade, mas a presença física tornou-se escassa devido à incompatibilidade existente nos nossos horários e isso atormenta-me. Não perdemos a ligação, aliás falamos frequentemente, mas não é a mesma coisa. Sinto falta da companhia dela. Sinto falta das palavras tão reconfortantes que ela me consegu(ia)e proporcionar quando olha para mim e, imediatamente, se apercebe que não estou bem. Sinto falta dos pequenos-almoços cheios de alegria, na companhia dela e, também, das minhas (outras) meninas. Sinto falta da compreensão dela, de chegar à escola e correr para ela, só para lhe contar as novidades que sucederam no (pequeno) período da sua ausência. Sinto falta do sorriso genuíno que ela me transmitia. Resumindo, eu sinto falta da minha melhor amiga, e de tudo o que vivemos juntas o ano passado. Compreendem agora o motivo do meu desespero perante a palavra saudade? Eu sei que é ótimo senti-la, só demonstra a importância que as pessoas têm para mim, mas eu precisava que ela desaparece-se durante algum tempo. Quero desfrutar daquilo que, actualmente, eu preciso de sentir. Quero, aliás, preciso da companhia deles, pois são presenças indispensáveis à minha vida. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dia 9, letra I

INDECISÕES

Porque me atormentam tanto quando tudo parece estar bem? Odeio sentir-me assim, 
ter tanto por onde escolher e não saber qual será a escolha mais certa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011


A tua chamada, logo pela manhã, deixou-me bastante sobressaltada. Pediste-me que fosse ter contigo ao teu apartamento e eu fi-lo com toda a felicidade do mundo. Levantei-me tão rápido quanto o disparar de uma flecha. Saí de casa a correr, apanhei o primeiro autocarro da hora de almoço e dirigi-me, com um sorriso gigante, à nossa rua. Subi, apressadamente, as quarenta e duas escadas que existem antes de chegar à porta de entrada, a porta que, habitualmente, me levava a viajar pelo mundo dos sonhos cor-de-rosa. Quando cheguei, a porta já estava encostada, achei estranho, mas, imediatamente, pensei que me estivesses a fazer uma surpresa, então decidi entrar. Fechei a porta e chamei por ti, embora tu não me tivesses respondido. Procurei-te por todos os cantos, ainda na ilusão que estivesses a brincar comigo, mas não te encontrei. Jamais me passaria pela cabeça que, depois de um ato tão carinhoso, me fosses deixar sozinha. Mas, mais uma vez, foi isso que aconteceu, tu não estavas lá e eu fiquei perdida, criaste e aumentas-te as minhas expectativas para connosco, e no final, desapareceste. Será que não vês aquilo que precisas? Não terás tu a capacidade de hierarquizar aquilo que te é mais querido? Decide-te, por favor, porque sinceramente, começo a fartar-me da tua cobardia. Eu não sou o teu brinquedo de estimação, eu tenho sentimentos. Compreende isso!
(INVENTADO)